sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Aprenda a fazer exercícios de pompoarismo e melhore sua performance sexual.


Crédito da imagem: namedidasp.blogspot.com


Todo mundo que gosta um pouquinho do assunto –sim, sexo!– já ouviu falar desta arte erótica, o pompoarismo. Há alusão à técnica –que treina a musculatura vaginal– em escritos orientais antigos, como o Kama Sutra.

Na Tailândia, há espetáculos em que as mulheres arremessam objetos, abrem garrafas e até "fumam"... Algumas levam tão a sério a técnica que transmitem seus conhecimentos de geração para geração. Por aqui, várias especialistas ensinam o método, também chamado de ginástica íntima, com o objetivo de melhorar a vida sexual.

Segundo a professora Regina Racco, do Rio de Janeiro (RJ), autora de “O Livro de Ouro do Pompoarismo” e do site Pompoarte, o pompoarismo ajuda as mulheres que têm dificuldade em alcançar o orgasmo, pois permite o auto-conhecimento. “As relações passam a ser mais prazerosas”, diz. “Há uma estimulação intensa do ponto G e do clitóris”, afirma a terapeuta sexual Valéria Walfrido, de Recife (PE) autora de “Pompoar – Um Toque”.

Com a autoestima elevada, a mulher é capaz de sentir e proporcionar muito mais prazer. “Isso acontece, principalmente, porque o pompoarismo ensina a mulher a segurar a ejaculação do homem, prolongando as sensações do casal”, diz a especialista Lu Riva, de São Paulo.

O domínio dos movimentos vaginais permite realizar façanhas com o parceiro, como agarrar (contrair a musculatura e impedir a saída do pênis), sugar (imitar o sexo oral) e guilhotinar (apertar o pênis com força). Segundo as professoras, alguns homens têm a sensação estar com uma mulher virgem. "Pompoar é como qualquer exercício físico. Não é mágica. É resultado de disciplina e dedicação", diz Lu Riva. "Basta manter a rotina de treino e os resultados aparecerão."


Coloque um espelho (grande de preferência) diante da região íntima e observe o seu corpo. Muitas mulheres não conhecem bem sua intimidade. visualize o canal vaginal, contraia-o e perceba sua capacidade de fechá-lo.

DICA: para conseguir localizar os músculos a serem trabalhados, interrompa e libere a urina sucessivas vezes quando for ao banheiro, até terminar de fazer xixi.


ATENÇÃO: OS EXERCÍCIOS INICIAIS DEVER SER SEMPRE REALIZADOS SEM QUALQUER TIPO DE ACESSÓRIO



Introduza o dedo no canal vaginal e tente apertá-lo. Perceba a força que você tem nesse momento. Essa informação servirá de parâmetro ao longo de todo o treinamento.




Após cerca de 15 dias de treinamento básico, está na hora de começar as séries de contração.  Faça 30 pela manhã, 30 à tarde e 30 à noite. Contraia o canal vaginal fortemente, conte até dez e relaxe.



Com as costas apoiadas em um colchonete, eleve o bumbum, contraindo-o, dobrando as pernas, como em um exercício abdominal. conte até dez, desça e repita o movimento, sempre contraindo a vagina.



Contraia fortemente a vagina como se estivesse levando algo da entrada do canal para cima. Conte até dez e relaxe. Se tiver tempo, repita  30 vezes, caso contrário, diminua para 15 vezes.


Deitada em um colchonete, coloque os pés na parece, com as pernas estendidas e relaxe bem as costas. Contraia os glúteos, tentando contrair também a vagina fortemente enquanto sobre o quadril. Mantenha-se nessa postura contando até dez e desça relaxando.


Fique deitada de costas em um colchonete, com as pernas flexionadas e os pés encostados na parede. Contraia fortemente como se elevasse algo no canal vaginal, suba o corpo segurando a contração, conte até dez e desça, relaxando quando chegar ao chão. repita 15 vezes e encerre.



Quando sentir os músculos bem fortificados, imagine a vagina dividida em três parte. Cada uma delas é chamada pelas pompoaristas de anéis e se localizam na entrada, no meio e próximo ao colo do útero.



No banho, introduza o dedo médio na vagina para sentir os três anéis. Tente contrair cada uma dessas partes. Como o terceiro anel fica próximo ao colo do útero, talvez você não o alcance. Para treinar, você pode usar um vibrador . Tente contrair um anel de cada vez após introduzir o Brinquedinho.

ATENÇÃO 1: no nível avançado, alguns exercícios podem ser feitos com acessório de pompoar. porém, pergunte ao ginecologista se você pode usar esses acessórios, pois há algumas mulheres que podem  ter restrições, como miomas intra-uterinos.

ATENÇÃO 2: Lave o acessório com sabonete íntimo e antes de utilizá-los use lubrificante vaginal.




Sente-se na diagonal de uma cadeira sem braços, com as pernas afastadas, de uma maneira que você também percebe o períneo (músculo localizado entre a vagina e o ânus) no assento. Incline o tronco levemente para frente e concentre-se na entrada da vagina. Faça força e feche a  entrada da vagina. esse é o primeiro anel vaginal. com a pressão, você descobriu o primeiro anel. Ao apertar mais um pouco, no meio da vagina (que é o segundo). E ao apertar bastante, sentirá o terceiro anel - é como se a mulher segurasse muito a vontade de fazer xixi. Para ter essa percepção, é preciso treino.


Se você já tem sensibilidade suficiente para perceber a região chamada de segundo anel, quando você faz o movimento de contração nessa região, perceberá o clitóris mexendo sutilmente. Fique em pé, com as pernas levemente abertas, concentre-se na sua vagina e faça um movimento como se segurasse a urina ( mas com a bexiga vazia). Mantenha o anel dois  fechado, conte até cinco e relaxe.

  
Deite-se de costas e, relaxada, encha o seu abdome de ar. Inspire e contraia a vagina. Conte até cinco e esvazie todo o ar, até sentir o músculo do terceiro anel no colo do útero. Respire normalmente para relaxar a musculatura e volte a repetir a sequência. Se você não sentir isso no início, é normal. Com a prática você sentirá.

  
O principal são as bolinhas BenWa(1). unidas por um cordão fino, parecem duas bolinhas de  pingue pongue, mas são mais pesadas e um pouco menores. Lisas ou texturizadas, brancas  ou coloridas, são encontradas em qualquer sex shop. Há ainda, pesos vaginais (3)  pequenos cones  de 20 a 70 gramas usadas para ginástica pélvica, colares tailandeses com cinco pérolas de tamanhos médio (2), Vibradores (4) e clones (pênis de estilo realístico). O ideal, porém, é somente usar as Ben-wa e os pesos.


Coloque uma bolinha na vagina e tente sugar a outra com a força dos músculos. Supere a  dificuldade inicial dando uma forcinha com os dedos e depois procure expeli-las. se  precisar use o cordão como auxílio. A prática de 15 minutos por dia, em média, durante um mês, leva à  perfeição.


Introduza o peso, agache-se e tente impedir que ele saia do canal vaginal. A contração é  involuntária.  Inicie com um peso leve e vá aumentando gradativamente. É necessário o acompanhamento do ginecologista ou de um especialista para evitar lesões no grupo muscular. A prática de 15 minutos por dia, em média, durante um mês, leve à perfeição

Fonte: mulher.uol.com.br- HELOÍSA NORONHA - Colaboração para o UOL

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ORGASMO - ELE CONSEGUE SABER QUANDO VOCÊ ESTÁ FINGINDO?



fingindo Mulher que fingia orgasmos é condenada a indenizar o ex marido
Créditos da imagem: bobagento.com


Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Columbia, nos Estados Unidos, 54% das mulheres entre 18 e 46 anos já fingiram orgasmo pelo menos uma vez na vida. 

Para o psicólogo e sexólogo Carlos Boechat, é completamente possível que uma mulher consiga ludibriar um homem ao fingir orgasmo. "O homem não sabe muito como funciona o orgasmo feminino, o pouco que sabe aprendeu em filmes pornográficos ou com suas experiências sexuais", afirma o sexólogo. Mas será que os bonitões caem nessa? A resposta é sim, pelo menos na maioria das vezes.


Saiba que há reações durante o clímax que a mulher dificilmente consegue simular. Se o homem ficar atento a estes detalhes saberá quando a companheira finge. Dr. Boechat destaca: "Dilatação da pupila, aumento da respiração, vermelhidão no colo (peito), tensão involuntária das musculaturas da perna e pés, contração ritmada da parede vaginal. A contração ritmada da vagina pode ser simulada, mas não com a frequência igual". O sexólogo ressalta que para um homem atento e interessado pode ser perceptível a farsa.

Marcello Moraes, 23 anos, estudante de Farmácia, confessa que realmente não saberia detectar uma mentira como esta. "Na hora H não dá para saber. Para ser bem honesto não fico preocupado com isso. É um momento muito bom para desperdiçar tentando verificar se a respiração, os gemidos e as contrações são reais", desabada.

E por que as mulheres ainda fingem?

Para o psicólogo, as mulheres simulam o orgasmo por terem dificuldade em atingi-lo realmente, além de saberem o quanto isso é importante para o parceiro. "Dessa forma elas acreditam que irão mantê-los por mais tempo na relação amorosa", afirma Dr. Boechat.

Para muitos homens o orgasmo da companheira significa que ele é bom de cama. "Quando a companheira tem dificuldade em atingir ao clímax os rapazes passam a perder o interesse. Eles sentem-se culpados e costumam conceituá-las de frias, frígidas e ruins de cama" afirma o sexólogo. "Lamentavelmente o homem tem essa mania de desempenho construída sócio-historicamente em nossa cultura", completa.

Raphael Antoni Sabino, 32 anos, rompeu uma relação de dois anos por este tipo de mentira. "Descobri da pior maneira possível que minha ex-namora costumava fingir seus orgasmos. Certo dia ouvi uma conversa entre ela e sua melhor amiga. Durante o papo ela contava como me enganava", desabafou Raphael. O rapaz, na época com 28 anos, não quis saber das explicações da ex. "Ela deveria ter conversado comigo antes, depois da mentira não tem mais jeito", concluiu.

O sexólogo afirma que a melhor saída é conversar e explicar para o amado as suas dificuldades, assim vocês encontrarão uma alternativa juntos. "Diga como e o que você gostaria que ele fizesse. Fale que, embora não tenha orgasmo em todas as  relações sexuais, é muito prazeroso estar com ele. Juntos vocês vão descobrir novos prazeres, novas posições, tipos de carícias e fantasias que melhoram a prática sexual", recomenda Dr. Boechat.

O senso comum diz que a mulher tem mais dificuldade em atingir ao orgasmo, mas isto não deve ser tomado como verdade inquestionável. "Caso a mulher frequentemente não tenha orgasmo ela deve procurar seu ginecologista para verificar as dosagens hormonais e buscar um psicólogo e sexólogo para trabalhar as crenças, mitos e tabus que estão atrapalhando essa soltura", recomenda Boechat. Segundo ele, orgasmo é soltura. Se a mulher não se entregar ao seu companheiro e aos prazeres que estão acontecendo será muito difícil chegar ao clímax.


Por Bianca de Souza (MBPress)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Para comemorar o dia do sexo 2012 - Vale tudo entre 4 paredes?

Crédito da imagem:abruxinhadiz.


A sexualidade é algo muito natural e está presente na vida dos seres humanos desde bem cedo. Com o passar do tempo, ela ganha contornos adultos, resultando na sexualidade que conhecemos quando amadurecemos.  

Na infância, isso está relacionado ao simples prazer corporal, sem qualquer conotação com a sexualidade erotizada adulta. Ainda antes do final da infância, as crianças surgem com suas curiosidades, exploram as diferenças e descobrem tanto o seu corpo quanto o do outro, e assim já aprendem a tirar sensações do próprio corpo. Já na adolescência, ela está relacionada às primeiras experiências e descobertas, ainda mais complexas e elaboradas. Desse período em diante um longo caminho será percorrido até que a sexualidade de cada um se defina e se solidifique, alcançando a sofisticação adulta. 


Atingida a fase adulta, encontraremos infinitas variações e formas de cada um lidar com a própria sexualidade. As influências que geram o resultado final dessa complexa equação são muitas. Desde como viveram a sexualidade inicialmente, até influências familiares, culturais, religiosas, passando por traços de personalidade, escolha dos parceiros, experiências positivas ou negativas e assim por diante. 

Apesar da imensa variedade, existem certos tipos de comportamentos sexuais que são considerados mais comuns. Os criativos são aqueles que fogem da rotina, explorando possibilidades com seus parceiros, e que não apreciam repetição. Os românticos seriam os que precisam de calma, preliminares amorosas, precisam ter o seu tempo e o momento respeitados para que sintam acolhidos e realizados. Os passivos ficam à espera da manifestação do parceiro, mas, uma vez iniciado o ato sexual, podem tornar-se ativos e enérgicos. Existem aqueles fantasiosos, que fazem um uso maior de seus recursos mentais para imaginar cenários, lugares, personagens... Enfim, diversas fantasias sexuais. Existem os que são uma combinação de dois ou mais perfis, assim como existem outros que não foram citados, que seriam desdobramentos dos principais. 

Cada leitor poderá se identificar com as características descritas, assim como imaginar que existem muitas outras. O que queremos nesse artigo é mostrar que não existe um único jeito ou forma correta de ser, agir e pensar o sexo. Ele é tão variado quanto o comportamento humano, tão complexo quanto as emoções humanas e tão certo de existir quanto o ar que respiramos. Acontece que muitos se sentem na obrigação de ser como idealizam, como acreditam que o parceiro espera, como aprendeu ao longo da vida que deveria ser. Ao agir assim, corre-se o risco de perder a naturalidade, a espontaneidade e o sexo pode virar mais um desafio do que um prazer. 

É comum que alguns casais experimentem, inicialmente, um certo desencontro nesse assunto. Acontece em especial com pessoas que estejam presas a certas convicções, como as descritas acima. São pessoas inseguras que não se permitem viver o sexo como sabem, podem ou querem. Acreditam que é necessário se encaixar no que o outro espera e, ao invés de ter um momento de profunda alegria e prazer, acabam vivendo momentos de apreensão ou desconforto. 

Em razão disso tudo é importante que, como em qualquer outro assunto, o diálogo também esteja presente quando o tema for sexo. Não existem regras, apenas a necessidade em ouvir, falar, trocar e encontrar um meio para que os dois obtenham o máximo de alegria, conforto e prazer. Se o outro não compreendeu o que importa para você ou o que a deixa satisfeita, mostre, diga calmamente, sem raiva por ele não ter conseguido antecipar ou sem ressentimento por não ter percebido por conta própria. O ser humano é uma eterna caixa de surpresas e se nós mesmos nem sempre nos conhecemos tão bem e passamos a vida mudando, transformando e querendo coisas diferentes, não podemos assumir que o outro saberá o que pensamos. O sexo é algo que deve ser vivido com leveza e prazer, e por isso precisa ser cuidado com igual respeito e atenção que damos aos outros temas que compõem nossa vida.



Fonte: Por Dra. Juliana Amaral, consultora de relacionamento do Par Perfeito | Yahoo! Brasil – 17 horas atrás

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Quais são as causas mais comuns para divórcios?

Crédito da imagem: segurasepuder.blogspot.com

O casamento quase sempre começa como um mar de rosas, o casal plenamente apaixonado, fazendo juras de amor, planejando a vida a dois. É difícil de acreditar que em alguns anos toda a paixão possa se transformar em raiva e amargura e que justamente aquela qualidade que você via em seu parceiro possa ser o fator motivador de muitas brigas.

Dados divulgados pelo IBGE apontam que só em 2010, foram registrados nos cartórios 243.224 divórcios. Isso significa que 1,8 em cada mil brasileiros, com 20 anos ou mais, se divorciou legalmente no ano. De acordo com especialistas, as razões pelas quais os casamentos acabam são bastante comuns. Entenda aqui quais são as principais causas de divórcios.


Traição



Ligações de números desconhecidos, perfume nas roupas, atitudes estranhas. A traição é uma das causas mais recorrentes entre os casais que pedem o divórcio. De acordo com o advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família, Rodrigo da Cunha Pereira, a traição por si só não é um motivo para a separação, pois costuma vir sempre acompanhada de outras coisas, é uma consequência do que o casal vem passando que acaba acarretando em adultério e, muitas vezes, isso pode acabar com o casamento.



Dinheiro



Dinheiro na mão é vendaval, mas longe dela é briga das feias! A falta de dinheiro, excesso de gastos e até mentiras sobre aquela comprinha no cartão, podem fazer com que o casamento se desgaste aos poucos e até acabe em um divórcio com divisão de bens.




Violência doméstica



O assunto é sério e costuma gerar muitas separações. O advogado Rodrigo da Cunha Pereira afirma que a pessoa que sofreu de violência doméstica vê-se obrigada a deixar o parceiro, mas que, em alguns casos, essa é uma necessidade e não um desejo de se separar. A pessoa agredida, na maioria das vezes a mulher, entende que se não acabar com o casamento correrá o risco de novas agressões, sejam físicas ou psicológicas.



Educação dos filhos



Mãe, eu posso sair com o Arthur? Não, está tarde. Pai, deixa, vai?! Tudo bem, filha. Nem sempre é fácil chegar a um acordo no que diz respeito à formação dos filhos. Educar uma criança pode se tornar ainda mais difícil se não houver um acordo em pontos essenciais, como escolha da escola, níveis de liberdade e concessões. Isso faz com que o tema ainda seja apresentado como causa de divórcio no Brasil.



O parceiro não evolui



Você propõe novos cursos, mudança na aparência, planos de vida, mas quando vê, seu parceiro parece estar em outra sintonia! Às vezes, os dois reclamam da falta de uma mudança na postura do parceiro, sem perceber que algumas de suas atitudes também seguem inalteradas, mesmo com queixas recorrentes do companheiro. "Esta pode ser uma das razões mais profundas do divórcio, já que estamos sempre querendo mudar o outro, em vez de aceitar seus defeitos e aprender com eles", finaliza o advogado.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sexo oral causa mais câncer de garganta que cigarro e bebida, diz pesquisa


Crédito da imagem: m24digital.com
O tabaco, substância presente no cigarro, e o consumo de bebidas alcoólicas sempre foram apontados como um dos principais fatores para desenvolvimento de câncer na região da garganta. Pois agora cientistas afirmam que o sexo oral ocupa o topo da lista entre os comportamentos de risco.
Pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, descobriu que o vírus HPV atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O papiloma vírus humano pode provocar lesões de pele ou em mucosas. Existem mais de 200 variações com menores e maiores graus de perigo. Um deles é o causador de verrugas no colo do útero, consideradas lesões pré-cancerosas.
Homens com mais de 50 anos costumavam ser as principais vítimas do câncer de garganta. Principalmente aqueles com histórico de fumo e consumo de bebida alcoólica. Mas o problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos em homens com menos de 50 anos devido ao vírus.
Outros países como Inglaterra e Suécia também identificaram aumento da doença devido ao HPV. Na Suécia, apenas 25% dos casos tinham relação com o vírus na década de 1970 e, agora, o índice chega a 90%, de acordo com uma das pesquisadoras, a professora Maura Gillison.
Segundo ela, alguém infectado com o tipo de vírus associado ao câncer de garganta tem 14 vezes mais chances de desenvolver a doença. "O fator de risco aumenta de acordo com o número de parceiros sexuais e especialmente com aqueles com quem se praticou sexo oral", afirmou a pesquisadora.
Os resultados do levantamento vão ao encontro de outros já feitos sobre o mesmo tema, como o realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Realizado no ano passado, o estudo apontou que pessoas que tiveram mais do que seis parceiros com quem praticaram sexo oral tinham nove vezes mais chances de desenvolver câncer de garganta. Nos que já haviam tido algum tipo de infecção provocada pelo HPV, o risco subia para 32 vezes.
Os médicos que realizaram o levantamento sugeriram que homens também sejam vacinados contra o vírus, como é recomendado para as mulheres. Em países como Inglaterra, meninas de 12 e 13 anos recebem a vacina contra HPV e, segundo dados, previne até 90% dos casos de infecções.
No Brasil, há dois tipos de vacinas disponíveis, contra os tipos mais comuns decâncer do colo do útero, mas o governo alerta que não há evidência suficiente da eficácia da vacina, o que só poderá ser observado depois de décadas de acompanhamento. O governo também recomenda a prática de sexo seguro como a melhor maneira de se prevenir.



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