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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ORGASMO - ELE CONSEGUE SABER QUANDO VOCÊ ESTÁ FINGINDO?



fingindo Mulher que fingia orgasmos é condenada a indenizar o ex marido
Créditos da imagem: bobagento.com


Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Columbia, nos Estados Unidos, 54% das mulheres entre 18 e 46 anos já fingiram orgasmo pelo menos uma vez na vida. 

Para o psicólogo e sexólogo Carlos Boechat, é completamente possível que uma mulher consiga ludibriar um homem ao fingir orgasmo. "O homem não sabe muito como funciona o orgasmo feminino, o pouco que sabe aprendeu em filmes pornográficos ou com suas experiências sexuais", afirma o sexólogo. Mas será que os bonitões caem nessa? A resposta é sim, pelo menos na maioria das vezes.


Saiba que há reações durante o clímax que a mulher dificilmente consegue simular. Se o homem ficar atento a estes detalhes saberá quando a companheira finge. Dr. Boechat destaca: "Dilatação da pupila, aumento da respiração, vermelhidão no colo (peito), tensão involuntária das musculaturas da perna e pés, contração ritmada da parede vaginal. A contração ritmada da vagina pode ser simulada, mas não com a frequência igual". O sexólogo ressalta que para um homem atento e interessado pode ser perceptível a farsa.

Marcello Moraes, 23 anos, estudante de Farmácia, confessa que realmente não saberia detectar uma mentira como esta. "Na hora H não dá para saber. Para ser bem honesto não fico preocupado com isso. É um momento muito bom para desperdiçar tentando verificar se a respiração, os gemidos e as contrações são reais", desabada.

E por que as mulheres ainda fingem?

Para o psicólogo, as mulheres simulam o orgasmo por terem dificuldade em atingi-lo realmente, além de saberem o quanto isso é importante para o parceiro. "Dessa forma elas acreditam que irão mantê-los por mais tempo na relação amorosa", afirma Dr. Boechat.

Para muitos homens o orgasmo da companheira significa que ele é bom de cama. "Quando a companheira tem dificuldade em atingir ao clímax os rapazes passam a perder o interesse. Eles sentem-se culpados e costumam conceituá-las de frias, frígidas e ruins de cama" afirma o sexólogo. "Lamentavelmente o homem tem essa mania de desempenho construída sócio-historicamente em nossa cultura", completa.

Raphael Antoni Sabino, 32 anos, rompeu uma relação de dois anos por este tipo de mentira. "Descobri da pior maneira possível que minha ex-namora costumava fingir seus orgasmos. Certo dia ouvi uma conversa entre ela e sua melhor amiga. Durante o papo ela contava como me enganava", desabafou Raphael. O rapaz, na época com 28 anos, não quis saber das explicações da ex. "Ela deveria ter conversado comigo antes, depois da mentira não tem mais jeito", concluiu.

O sexólogo afirma que a melhor saída é conversar e explicar para o amado as suas dificuldades, assim vocês encontrarão uma alternativa juntos. "Diga como e o que você gostaria que ele fizesse. Fale que, embora não tenha orgasmo em todas as  relações sexuais, é muito prazeroso estar com ele. Juntos vocês vão descobrir novos prazeres, novas posições, tipos de carícias e fantasias que melhoram a prática sexual", recomenda Dr. Boechat.

O senso comum diz que a mulher tem mais dificuldade em atingir ao orgasmo, mas isto não deve ser tomado como verdade inquestionável. "Caso a mulher frequentemente não tenha orgasmo ela deve procurar seu ginecologista para verificar as dosagens hormonais e buscar um psicólogo e sexólogo para trabalhar as crenças, mitos e tabus que estão atrapalhando essa soltura", recomenda Boechat. Segundo ele, orgasmo é soltura. Se a mulher não se entregar ao seu companheiro e aos prazeres que estão acontecendo será muito difícil chegar ao clímax.


Por Bianca de Souza (MBPress)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Para comemorar o dia do sexo 2012 - Vale tudo entre 4 paredes?

Crédito da imagem:abruxinhadiz.


A sexualidade é algo muito natural e está presente na vida dos seres humanos desde bem cedo. Com o passar do tempo, ela ganha contornos adultos, resultando na sexualidade que conhecemos quando amadurecemos.  

Na infância, isso está relacionado ao simples prazer corporal, sem qualquer conotação com a sexualidade erotizada adulta. Ainda antes do final da infância, as crianças surgem com suas curiosidades, exploram as diferenças e descobrem tanto o seu corpo quanto o do outro, e assim já aprendem a tirar sensações do próprio corpo. Já na adolescência, ela está relacionada às primeiras experiências e descobertas, ainda mais complexas e elaboradas. Desse período em diante um longo caminho será percorrido até que a sexualidade de cada um se defina e se solidifique, alcançando a sofisticação adulta. 


Atingida a fase adulta, encontraremos infinitas variações e formas de cada um lidar com a própria sexualidade. As influências que geram o resultado final dessa complexa equação são muitas. Desde como viveram a sexualidade inicialmente, até influências familiares, culturais, religiosas, passando por traços de personalidade, escolha dos parceiros, experiências positivas ou negativas e assim por diante. 

Apesar da imensa variedade, existem certos tipos de comportamentos sexuais que são considerados mais comuns. Os criativos são aqueles que fogem da rotina, explorando possibilidades com seus parceiros, e que não apreciam repetição. Os românticos seriam os que precisam de calma, preliminares amorosas, precisam ter o seu tempo e o momento respeitados para que sintam acolhidos e realizados. Os passivos ficam à espera da manifestação do parceiro, mas, uma vez iniciado o ato sexual, podem tornar-se ativos e enérgicos. Existem aqueles fantasiosos, que fazem um uso maior de seus recursos mentais para imaginar cenários, lugares, personagens... Enfim, diversas fantasias sexuais. Existem os que são uma combinação de dois ou mais perfis, assim como existem outros que não foram citados, que seriam desdobramentos dos principais. 

Cada leitor poderá se identificar com as características descritas, assim como imaginar que existem muitas outras. O que queremos nesse artigo é mostrar que não existe um único jeito ou forma correta de ser, agir e pensar o sexo. Ele é tão variado quanto o comportamento humano, tão complexo quanto as emoções humanas e tão certo de existir quanto o ar que respiramos. Acontece que muitos se sentem na obrigação de ser como idealizam, como acreditam que o parceiro espera, como aprendeu ao longo da vida que deveria ser. Ao agir assim, corre-se o risco de perder a naturalidade, a espontaneidade e o sexo pode virar mais um desafio do que um prazer. 

É comum que alguns casais experimentem, inicialmente, um certo desencontro nesse assunto. Acontece em especial com pessoas que estejam presas a certas convicções, como as descritas acima. São pessoas inseguras que não se permitem viver o sexo como sabem, podem ou querem. Acreditam que é necessário se encaixar no que o outro espera e, ao invés de ter um momento de profunda alegria e prazer, acabam vivendo momentos de apreensão ou desconforto. 

Em razão disso tudo é importante que, como em qualquer outro assunto, o diálogo também esteja presente quando o tema for sexo. Não existem regras, apenas a necessidade em ouvir, falar, trocar e encontrar um meio para que os dois obtenham o máximo de alegria, conforto e prazer. Se o outro não compreendeu o que importa para você ou o que a deixa satisfeita, mostre, diga calmamente, sem raiva por ele não ter conseguido antecipar ou sem ressentimento por não ter percebido por conta própria. O ser humano é uma eterna caixa de surpresas e se nós mesmos nem sempre nos conhecemos tão bem e passamos a vida mudando, transformando e querendo coisas diferentes, não podemos assumir que o outro saberá o que pensamos. O sexo é algo que deve ser vivido com leveza e prazer, e por isso precisa ser cuidado com igual respeito e atenção que damos aos outros temas que compõem nossa vida.



Fonte: Por Dra. Juliana Amaral, consultora de relacionamento do Par Perfeito | Yahoo! Brasil – 17 horas atrás

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