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quarta-feira, 25 de maio de 2011

VOCÊ SENTE DOR NA RELAÇÃO SEXUAL? FIQUE ALERTA

 

Crédito da imagem: blogdomaynard


Que mulher nunca usou a mais clássica desculpa feminana para recusar uma noite de sexo: “Estou com dor de cabeça”. Estudos mostram que essas dores estão inclusas entre os sintomas de dispareunia.

Profissionais especializados na área da sexualidade sabem que o ponto de partida para o declínio do desejo sexual da mulher é algum tipo de dor, sendo as mais comuns na região pélvica.
“No caso das mulheres que já passaram da menopausa, existe uma alteração hormonal que, por si só, pode resultar na diminuição da libido. Mas não é só isso”, explica Elsa Gay, coordenadora do Ambulatório de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo.

As mulheres com mais de 45 anos, tem a mucosa da vagina mais fina e sensível. Com isso, há maior o risco de surgirem pequenos machucados. Estas feridinhas provocadas pela higiene ou até pela roupa que se usa, são doloridas e podem atrapalhar a atividade sexual, compromentendo assim o prazer.

Essa situação pode ocorrer também em mulheres mais jovens, mas outros tipos de dores pélvicas são listadas pela Sociedade Internacional de Medicina Sexual como impactantes no desejo, entre elas, a endometriose, doença feminina que pode comprometer até mesmo a fertilidade.

Veja abaixo os principais problemas ginecológicos que acarretam dor e prejudicam a relação sexual, publicados no Jornal Americano de Medicina Sexual:
Endometriose: É a causa mais comum , os sintomas incluem dor durante os ciclos menstruais (cólicas), e esta sensibilidade pode comprometer o prazer.

Cistite: É uma doença crônica caracterizada por dor na bexiga e a vontade constante de urinar e o ardor. É uma causa negligenciada pelos clínicos. Segundo a Associação Americana 1/3 das mulheres que tem a doença não conseguem ter relações sexuais por causa da dor.

Alterações dermatológicas (pequenos machucados): incluem dermatite alérgica ou irritante, fissuras e feridas.  


Todas provocam dor e comprometem a atividade sexual da mulher.

Além disso, temos que ter uma tenção especial para o Vaginismo que é uma hipertrofia da região pélvica da mulher, causada por múltiplos fatores, físicos e psicológicos. É caracterizada por dificuldade de relaxar os músculos da região da vagina e intensa dor pélvica, o que impede a relação sexual.

E também a dispareunia que é caracterizada por intensa dor na região da vagina, muito sensível ao toque e que tem múltiplas origens.

É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA REALIZAR A CONSULTA MÉDICA PARA DESCARTAR AS QUESTÕES FISIOLÓGICAS, PARA POSTERIORMENTE PROCURAR UM PSICOTERAPEUTA SEXUAL.




segunda-feira, 16 de maio de 2011

DOR NA RELAÇÃO SEXUAL

 

Crédito da imagem: blogdomaynard


Que mulher nunca usou a mais clássica desculpa feminana para recusar uma noite de sexo: “Estou com dor de cabeça”.

As dores mais comuns associadas ao relacionamento sexual estão localizadas na região pélvica, problemas como a dispareunia e o vaginismo, são os mais frequentes problemas nos consultórios de terapia sexual. Mas as dores de cabeça também estão neste grupo de dores como fonte de evitação do sexo, pesquisas mostram que a dispareunia se manifesta com antecedência à relação sexual através desta dores de cabeça.

Especialistas sabem que o ponto de partida para o declínio do desejo sexual da mulher é algum tipo de dor, seja na região genital ou em outra parte do corpo.

Em mulheres que estão na menopausa, existe uma alteração hormonal que pode resultar na diminuição da libido. Nesta fase, a mucosa da vagina fica mais fina e sensível, podendo surgir pequenos machucados provocados ou pela roupa ou na hora da higiene íntima. Mas não só as mulheres na menopausa, mas as demais também estão propensas a isso.

Além do Vaginismo e dispareunia que são expressões físicas de um problema psíquico, a Sociedade Internacional de Medicina Sexual lista alguns problemas orgânicos que podem trazer dor, como:  

Endometriose: é a causa mais comum de dor pélvica crônica em mulheres. Os sintomas incluem dor nos ciclos menstruais (cólicas), que  pode comprometer o prazer.

Cistite: é uma doença crônica caracterizada por dor na bexiga, ardor e a vontade constante de urinar. É muito comum nas mulheres e segundo a Associação Americana 1/3 das mulheres tem a doença.

Alterações dermatológicas (machucados): Bastante comum, mas as mulheres dão pouca atenção. São dermatite alérgica ou irritante, fissuras e feridas que dão na vulva, provocando dor e comprometem a atividade sexual da mulher. O presidente da Comissão de Doenças Infecciosas da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Paulo César Giraldo, alerta que sabonetes e dos movimentos realizados durante a higiene íntima, os absorventes e as vestimentas muito apertadas também podem machucar a vagina, além das peças íntimas que não são bem enxaguadas e ficam com resíduos de sabão também provocam irritações e dor.

Agora que você sabe que não é "normal" sentir dores na relação sexual, procure seu médico ginecologista, caso as  causas orgânicas sejam descartadas, busque atendimento psciológico com psicoterapeuta sexual. 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

DISPAREUNIA - TEMA SUGERIDO POR SEGUIDORES

 
Créditos da imagem: meteleco

A dispareunia segundo Seixas (2008) e Lopes (1994) é um processo que caracteriza-se por algia coital, ou seja, dor na relação sexual sem motivo orgânico, sendo mais frequente em  mulheres. O medo de sentir dor deixa a mulher tensa, alterando nas fases do desejo, da excitação, do orgasmo e da resolução diminuindo o prazer sexual.

A dor aparece como ardor, dor cortante, queimação ou contração, pode ser externa, na vagina, na bexiga, no útero na cérvix.(...) a dispereumia pode ser transitória (acontece às vezes), permanente (sempre surge) ou adquirida (surge depois de um tempo), generalizada (aparece com todos os parceiros sexuais e em todas as circunstâncias) ou situacional (ocorre com determinado parceiro sexual, com certo tipo de estímulo ou num contexto específico), podendo gerar um vaginismo (SEIXAS, 2008, p.22-23).

Masters, Johnson e Kolodny mencionam que apenas 1 e 2% das mulheres apresentam dispareunia como um sintoma permanente, mas cerca de 15% da população feminina sente alguma dor genital durante o coito.

A dor genital pode aparecer antes, durante ou depois do coito, pode acontecer em homens e mulheres, mas nos homens somente em casos raros.

É importante descartar as causas orgânicas, para isso é necessário uma consulta ginecológica. Este problema pode acontecer em qualquer idade, e com variações de ardor, dor cortante, queimação ou contração.

É importante delimitar a zona específica da dor, se é interna ou externa ou em que parte da vagina ocorre, ou seja, se é na bexiga, no útero, no colo uterino, intróito, ou na região média.

Além do tipo de dor e localização, é necessário identificar duração, intensidade, início e término da sensação de dor. Realizar um bom diagnóstico é essencial, para não haver confusão já que este problema pode alterar desejo, excitação e o orgasmo e confundir o diagnóstico. Esta confusão vai influenciar no tratamento, dificultando na recuperação, não alcançando o objetivo que é ajudar o paciente a alcançar uma relação sexual satisfatória.

É necessário identificar o sintoma como transitório, permanente, situacional ou generalizado. Ou seja, Saber se acontece as vezes, sempre, ocorre com determinado companheiro sexual, determinado tipo de estímulo ou num contexto específico ou se surge com todos os parceiros sexuais e em todas as circunstâncias.

VERDIER(2001) cita o DSM-IV para definir os critérios diagnósticos para dispareunia F52.6 (302-76):

  • Critério A: dor genital associada com o intercurso sexual;

  • Critério B: A perturbação deve provocar acentuado sofrimento ou dificuldade, dores leves a mais agudas, a dor pode ser superficial durante a penetração ou profunda durante os movimentos do coito.

  • Critério C: não se deve apenas ao vaginismo, ou falta de lubrificação, nem os efeitos de drogas, fármacos ou enferimidade médica. Não se considera dispareunia a dor ocasional durante o coito, desde que não seja persistente e nem cause mal estar ou dificuldade na relação interpessoal.

Temos que levar em consideração os subtipos:


- Transtorno existe desde o início da vida sexual;

- Aparece depois de um período de vida sexual normal;

- O transtorno não se limita a certa classe de estímulos, situações ou parceiros;

- Limita-se a determinado contexto;

- Devido a fatores psicológicos ou doenças médicas.

Afastadas as causas orgânicas teremos etiologicamente os fatores psicogênicos, geralmente ligados ao comportamento agressivo da mulher em relação ao homem, conflitos de identidade e de papel sexual e quadros fóbicos (caso de estupro anterior), que resultam na impossibilidade do ato sexual pela dor e inviabilizam a manifestação do papel sexual feminino.


Verdier (2001) diz alguns hábitos, comportamentos ou situações particulares que podem causar dispareunia:

- Irritação por produtos químicos anticoncepcionais: geléias, cremes, espumas supositórios.

- Inflamação devido ao material do diafragma e dos preservativos;

- Inflamação por manter o diafragma por um período maior do que o necessário;

- Excesso de higiene vaginal;

- Irritação genital por roupa íntima de náilon e calças muito apertadas;

- Fármacos e drogas que causam ressecamento, como anti-histamínicos, sedativos e maconha;

- Dermatite química por sabonete ou sprays perfumados;

- Utilização de DIU.



ATENÇÃO: É importante que os homens compreendam que não se trata de "FRESCURA", e que este problema acaba afetando todo o envolvimento sexual do casal.

A mulher ao perceber que está sentindo dor na relação sexual, deve procurar um ginecologista para descartar as causas orgânicas; Caso permaneça, procure um PSICOTERAPEUTA SEXUAL para ajudá-la a resolver o problema antes que agrave.

Créditos: clearpassage

A colaboração e participação do parceiro no tratamento de dispareunia favorece a melhora.

REFERÊNCIA:

SEIXAS, Ana Maria Ramos. Disfunções sexuais femininas. In: ABDO, Carmita H. N. História da sexologia. In: Ciência e vida psique edição especial. Como vai a sua vida sexual? 2008, ano III nº 9 editora escala

LOPES, Gerson(org). Patologia e terapia sexual. Rio de Janeiro: MEDSI, 1994. 236p

VERDIER, Virginia Martínez. Dispareunia. RODRIGUES JR. Oswaldo M (org.). Aprimorando a saúde sexual: manual de técnicas de terapia sexual- São Paulo: Summus, 2001.



Esta disfunção sexual na qual mais frequentemente encontramos causas orgânicas, as mais comuns são:
1- Processos inflamatórios: (da vulva e da vagina), colpite (inflamação do colo uterino) ou anexite (inflamação das trompas, dos ovários ou dos ligamentos suspensores do útero).
2- Modificações anatômicas da vagina: a vagina apresenta alterações de suas dimensões normais, tais como malformações vaginais (vagina dupla, septada, etc), ou consequências de cirurgias vaginais ou por traumas.
3- Alterações funcionais da vagina: durante o ciclo de resposta sexual, na fase de excitação, a vagina alonga-se e alarga-se, permitindo assim melhor acomodação do pênis. Como consequência de uma infecção ou de uma cirurgia, pode ocorrer que restem cicatrizes vaginais que dificultem ou impeçam tal dilatação. Exemplo: remoção do útero ou amputações do colo uterino.
4- Alterações tróficas da parede vaginal: em algumas condições, onde exista acentuada baixa da taxa de estrógenos, como ocorre na pós-menopausa, as paredes vaginais ficam mais finas e frágeis, tornando dolorosa sua dilatação.
5- Tumores pélvicos ou abdominais: que possam criar condições que dificultem a distenção da vagina durante o processo de excitação. Exemplo: miomas uterinos.

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