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segunda-feira, 16 de maio de 2011

DOR NA RELAÇÃO SEXUAL

 

Crédito da imagem: blogdomaynard


Que mulher nunca usou a mais clássica desculpa feminana para recusar uma noite de sexo: “Estou com dor de cabeça”.

As dores mais comuns associadas ao relacionamento sexual estão localizadas na região pélvica, problemas como a dispareunia e o vaginismo, são os mais frequentes problemas nos consultórios de terapia sexual. Mas as dores de cabeça também estão neste grupo de dores como fonte de evitação do sexo, pesquisas mostram que a dispareunia se manifesta com antecedência à relação sexual através desta dores de cabeça.

Especialistas sabem que o ponto de partida para o declínio do desejo sexual da mulher é algum tipo de dor, seja na região genital ou em outra parte do corpo.

Em mulheres que estão na menopausa, existe uma alteração hormonal que pode resultar na diminuição da libido. Nesta fase, a mucosa da vagina fica mais fina e sensível, podendo surgir pequenos machucados provocados ou pela roupa ou na hora da higiene íntima. Mas não só as mulheres na menopausa, mas as demais também estão propensas a isso.

Além do Vaginismo e dispareunia que são expressões físicas de um problema psíquico, a Sociedade Internacional de Medicina Sexual lista alguns problemas orgânicos que podem trazer dor, como:  

Endometriose: é a causa mais comum de dor pélvica crônica em mulheres. Os sintomas incluem dor nos ciclos menstruais (cólicas), que  pode comprometer o prazer.

Cistite: é uma doença crônica caracterizada por dor na bexiga, ardor e a vontade constante de urinar. É muito comum nas mulheres e segundo a Associação Americana 1/3 das mulheres tem a doença.

Alterações dermatológicas (machucados): Bastante comum, mas as mulheres dão pouca atenção. São dermatite alérgica ou irritante, fissuras e feridas que dão na vulva, provocando dor e comprometem a atividade sexual da mulher. O presidente da Comissão de Doenças Infecciosas da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Paulo César Giraldo, alerta que sabonetes e dos movimentos realizados durante a higiene íntima, os absorventes e as vestimentas muito apertadas também podem machucar a vagina, além das peças íntimas que não são bem enxaguadas e ficam com resíduos de sabão também provocam irritações e dor.

Agora que você sabe que não é "normal" sentir dores na relação sexual, procure seu médico ginecologista, caso as  causas orgânicas sejam descartadas, busque atendimento psciológico com psicoterapeuta sexual. 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Os “ativadores” do desejo sexual feminino - OS 5 SENTIDOS

crédito: nova abril

Costuma-se dizer que diferentemente da mulher os homens,excitam-se com estímulos visuais e cujo próprio impulso biológico alimenta o desejo, já os fatores de estímulo para a mulher são bem diferentes, mas não quer dizer que elas também não se excitem com o sentido da visão. O desejo sexual feminino é um tema complexo, e muito importante de ser investigado. Qual será ou serão os sentidos predominantes do sexo feminino?


O desejo sexual feminino varia tanto durante o mês, que horas vemos a mulher que às vezes o único programa que a interessa é ir ao motel e em outras fases um cinema é mais que suficiente.
Às vezes, para os homens compreenderem toda essa inconstância feminina fica complicado. Acontece que a maior parte de nós mulheres está à mercê de uma flutuação que se repete mais ou menos a cada 28 dias, dependendo do ciclo menstrual. Os hormônios sexuais femininos — progesterona e estrógeno — são os responsáveis por essa "bagunça", cuja produção aumenta ou dimininui conforme seu corpo se aproxima ou se afasta da ovulação.
E para compreendeer melhor como funciona precisamos conhecer melhor o ciclo sexual feminino, pois assim,  fica mais fácil identificar os dias nos quais você se sente excitada e, assim, tirar proveito máximo do prazer, esteja ou não envolvida com alguém. Em breve falaremos mais detalhadamente sobre esse assunto.

O erotismo feminino está ligado ao contexto e ao relacionamento. Um dos fatores colaboradores é sentir-se atraente, amada e desejada pelo parceiro. Outro afrodisíaco é a preparação de um ambiente atraente ou estar em um lugar especial para a mulher são ingredientes que reforçam o desejo. E para completar, o romantismo, a expressão de afeto e os jogos de sedução são importantes para o encontro sexual.
Enquanto o sentido erótico predominante nos homens é a visão, na mulher há o predomínio pelo tato e a audição. Ou seja, a maioria das mulheres apreciam carícias em diferentes zonas erógenas, como as costas, o pescoço, o rosto, o cabelo, as pernas, e não somente o estímulo direto dos genitais e do clitóris, locais que produzem prazer imediato.  É IMPORTANTE TER ISSO CONSIGO PARA não se prender somente nisso. Pois só depois das estimulações mentais para acender a “chama erótica”, a mulher  estará predispostas a desfrutar de carícias, beijos, fricções e vibrações em seu clitóris.


Com relação ao sentido da audição, algo semelhante ocorre, durante as preliminares, são os sussurros e frases mais românticas ao pé do ouvido, que  ativará o desejo e as fantasias, mas as mulheres adoram escutar palavras e frases "quentes", desde que sejam pronunciadas quando estiverem excitadas.

E o olfato? é o que tem mais importância, por isso, é tão importante uma boa higiene, além de usarem um perfume agradável e aproveitem a ampla variedade de óleos aromáticos para apimentar o ambiente.

Como vimos, a motivação sexual das mulheres envolve uma série de sentidos e outros detalhes importantes de serem observados. O nosso órgão sexual mais poderoso é o cérebro e quando não é ativado de forma adequada inibem a manifestação do desejo e reflete na relação sexual podendo aparecer as disfunções sexuais, mais isso é assunto para uma próxima postagem.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

SEXUALIDADE HUMANA

créditos: oliveirabritto


A sexualidade humana, transcende o componente biológico, pois gera prazer independentemente do ciclo reprodutivo, envolve um processo fisiológico e dimensões subjetivas do ser humano, como a capacidade de confiar, de sentir-se valorizado, aproximar-se e separar-se sem ansiedade excessiva, manter um padrão de relacionamento. Podemos pensa-la em três dimensões que se entrelaçam: a biológica, a psicológica e a social.

Como define a Organização Mundial de Saúde, saúde sexual é a integração dos elementos somáticos, emocionais, intelectuais e sociais do ser sexual, por meios que sejam positivamente enriquecedores e que potencializem a personalidade, a comunicação e o amor. Para Mota (2006) os órgãos genitais de cada parceiro sofrerão transformações fisiológicas e químicas no seu estado normal preparando-se para o coito.

Para Kaplan (1977) trata-se de uma sucessão altamente racional e ordenada de ocorrências fisiológicas cujo objetivo é preparar os corpos dos dois parceiros para a união reprodutora.

As transformações fisiológicas que visam preparar o organismo ainda não excitado para o coito, não se limitam à área genital, provocam reações vasculares, musculares e hormonais, afetando o funcionamento do organismo como um todo. Mais especificamente na região genital ocorre vasocongestão local, que é a dilatação reflexa dos vasos sanguíneos, provocando a lubrificação vaginal na mulher e ereção no homem (KAPLAN, 1977). Estas alterações corporais compõem o ciclo de resposta sexual elaborada por Masters e Johnson (1984), pioneiros em sexologia, e alterada posteriormente por Helen Kaplan(1977).

RESPOSTA SEXUAL HUMANA



Teorias elaboradas sob a perspectiva de Masters e Johnson (1984)


Masters e Jonhnson (1984) dividem a resposta sexual humana em 4 estágios, são eles: excitação, platô, orgasmo e resolução.

Forma-se a sigla EPOR, no E ou fase de excitação o estímulo de qualquer fonte desperta estimulação ou tensão. No P de platô esta tensão torna-se intensificada e alcança facilmente um nível no qual o indivíduo pode atingir orgasmo. Caso não se estimule adequadamente não ocorre o orgasmo e a tensão desaparece lentamente. Já o O ou fase orgásmica é descrito como breves segundos, de prazer intenso acompanhados de miotonia[1]. O R é a fase de resolução onde retorna-se ao normal, pois a tensão sexual e dissipa para um estado de não estimulado (LOPES, 1994, p. 18).

Excitação

 A excitação é caracterizada pelo ímpeto de sensações eróticas e pela obtenção da ereção no homem e da lubrificação vaginal na mulher (...) o corpo se prepara para a tensão do coito, a respiração torna-se mais ofegante e aumentam as pulsações e a pressão arterial etc. (...) a resposta sexual feminina é também caracterizada pela congestãodos[2] vasos tanto genitais locais, como da pele em geral, (...) além disso durante a excitação, os seios começam a se intumescer [3], ficando os mamilos eretos (KAPLAN, 1977, p.23-24).

 Para Masters e Jonhnson (1984) a ereção dos mamilos é a primeira evidência de resposta do corpo ao aumento de tensão sexual e as paredes vaginais formam a lubrificação por um tempo de 10 a 30 segundos após o início da estimulação. Os autores afirmam que em algumas mulheres pode ocorrer ereção do clitóris devido a uma congestão dos vasos, a vagina dilata-se para preparar para acomodar o pênis, e o útero aumenta o volume.
Platô


Na sequência, quando a fase da excitação está completa, a mulher passa para a fase do platô que para Masters e Johnson (1984)e por Kaplan (1977) é:

Um estado mais avançado da excitação, que ocorre antes do orgasmo. Durante o platô, a resposta vaso congestiva local do órgão sexual se encontra no auge em ambos os sexos.(...) as transformações fisiológicas que ocorrem durante a fase do platô da resposta sexual feminina também podem ser atribuídas em grande medida a vasocongestão (KAPLAN, 1977, p.25-26).

Ocorrem transformações externas como alteração das cores dos lábios menores, e também formação da plataforma orgásmica – formação de uma placa espessa de tecido congestionado circundando a entrada da parte inferior da vagina – o útero termina a ascensão do assoalho pélvico e a vagina se distende (Master e Jonhnson, 1984; Mota, 2006).

Orgasmo


Em seguida há a terceira fase. O orgasmo é considerado o prazer mais intenso das sensações sexuais seguindo Kaplan (1977).

O orgasmo feminino consiste sempre de 0.8 segundo de contrações rítmicas reflexas dos músculos circunvaginais do períneo e dos tecidos inflados da plataforma orgásmicas. As características do orgasmo são idênticas em todas as mulheres e a evidência clínica indica que o orgasmo feminino pode ser sempre adicionado por várias formas de excitação do clitóris (KAPLAN, 1977, p.27-28).
           
Após o orgasmo, a mulher apresenta algo diferente do homem, pois caso ela não tenha inibição, segundos após ter conseguido orgasmo pode ser novamente excitada, pois não passa pelo período refratário como ocorre no homem (KAPLAN, 1977).


Resolução


A fase final é chamada de resolução, onde Master e Johnson (1984) afirmam que as respostas fisiológicas sexuais cessam e o corpo volta ao estado normal (KAPLAN, 1977).
Lopes (1994) cita que em diferenciação com o homem, a mulher não possui período refratário e por isso pode experimentar orgasmos múltiplos, especialmente se é despertada a estimulação clitoriana.




A perspectiva de Helen Singer Kaplan(1977)


As classificações feitas por Masters e Johnson (1984) possibilitaram que Helen Singer Kaplan (1977) contribuísse com uma nova visão sobre a terapia do sexo, principalmente nos tratamentos de disfunções sexuais (LOPES, 1994)
Autores mais atuais como Rodrigues Jr, Claro e Lopes (2003), consideram que a resposta sexual humana é trifásica, assim como proposto por Kaplan. São compreendidas pelas fases do desejo, da excitação e do orgasmo:




A fase do desejo, que pode ser prévia ao próprio contato sexual, compreende um impulso produzido pela atividade de centros específicos  do cérebro, que se conectam com outros centros específicos do cérebro, que se conectam com outros centros corticais. Normalmente diante de uma situação/estímulo sexual adequada, tais centros são ativados, pondo em desenvolvimento o mecanismo da resposta sexual. 




A fase de excitação guarda relação estreita e direta com a fase do desejo. Os fenômenos mais importantes nesse período são a vasocongestão pélvica e miotonias (contraturas) genitais e generalizadas, ainda incipientes. Há reações que podem ser genitais (a lubrificação é a mais importante) ou extragenitais (rubor sexual, contração do esfíncter anal, aumento dos ritmos respiratórios e cardíaco etc).






A fase do orgasmo ocorre quando a mulher atinge um determinado nível de excitação, e corresponde a um máximo de vasocongestão e de contrações musculares genitais e extragenitais (ROGRIGUES JR, CLARO, LOPES, 2003, p.29).

Sendo assim, quando a mulher está diante de uma estimulação sexual que se estende chegando a uma consumação do ato sexual, esta poderá culminar numa resposta orgástica. Porém, algumas pessoas sentem dificuldades sexuais importantes, chamadas de disfunções sexuais.

MAS ISTO É  ASSUNTO PARA AS PRÓXIMAS POSTAGENS...

ATÉ MAIS!



[1] Miotonia – falência prolongada do relaxamento muscular após contração.
[2] congestão s. f.Med. Afluência anormal de sangue aos vasos de um órgão.
[3] intumescer (ê) v. intr. e pron.1. Inchar.2. Fig. Enfatuar-se.v. tr.3. Tornar túmido.4. Fig. Tornar soberbo. Intumescência



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