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sexta-feira, 29 de julho de 2011

O que um casal precisa ter para dar certo?

Crédito da imagem: fpslivroaberto

Nesta última semana assisti uma reportagem sobre relacionamento no MGTV e resolvi fazer este post para vocês.

Todos nós já notamos que cada casal tem seus problemas, suas diferenças e nada que uma boa conversa e um bom exercício de confiança para ajudar. Fácil? Quem dera.

E quem nunca se perguntou: "O que o casal precisa ter para dar certo?" ou  "O que é melhor: serem iguais ou serem diferente?"

Enfim, qual será o segredo de uma boa convivência?

Cada casal tem sua forma de funcionar, sendo assim, não tem uma receita pronta, cada um terá sua forma de fazer o relacionamento dar certo. Mais vale umas dicas: O ideal é respeitar as individualidades, seder em alguns momentos, argumentar em outros, ou seja, negociar...Ouvir, demonstrar ao outro que está ouvindo enquanto ele fala, ter uma comunicação assertiva falando na primeira pessoa, expressar o que está sentindo e quando for reclamar de algo seja claro, entre outros.

Segundo o Psicólogo Moacyr Castellani é necessário dar atenção a  3 pontos para definir o sucesso no relacionamento:

1- Físico: "um tem que acha o outro atraente, pele, tem que ter química";

2- Emocional:  "relação de comunicação aberta, confiança, admiração mútua".

3- Existencial: "projetos de vida em comum, valores em comum que definem se a relação vai durar ou não";


E aí? Gostaram...

Aguardo comentários para fazer mais posts sobre relacionamento.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O SEU RELACIONAMENTO É IGUAL AO TÊNIS OU AO FRESCOBOL



 Crédito da imagem: vivianabiscuit.blogspot.com


Olá Amigos e Leitores,


Já faz alguns dias que não faço nenhum post devido a má administração do meu tempo...rsrs. Graças a minha irmã Rafaela, exímia Personal Organizer, estou conseguindo me organizar.

No início do mês estava em São Paulo fazendo um curso CATECA - Curso de atualização em terapia com casal no INPASEX dentre as aulas e discurssões surgiu a indicação do texto TÊNIS X FRESCOBOL do Rubem Alves para ser trabalhado com os casais, então estou compartilhando com vocês este texto para reflexão:


"E você? tem uma relacionamento tipo tênis ou frescobol?"


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos : há   os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: “Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?” Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.”
Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O império dos sentidos”. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra – é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “Eu te amo, eu te amo…” Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, “eu te amo” não quer dizer mais nada.” É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma.”


O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.


O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

QUANTO OS PROBLEMAS DE RELACIONAMENTO ATRAPALHAM O SEXO?

Esta postagem é um capítulo que foi retirada do livro: "AMOR E SEXUALIDADE: COMO SEXO E CASAMENTO SE ENCONTRAM. Autores: Carla Zeglio e Oswaldo M. Rodrigues Jr.

Créditos da imagem: Guiadicas

Exceto na masturbação, sexo sempre foi feito com pelo menos duas pessoas. A forma mais comum é o casal. Terapeutas sempre imaginaram que as dificuldades de relacionamento, obviamente, atrapalham o sexo. E é verdade!

Contamos com a ajuda de colegas de consultório, do INSTITUTO PAULISTA DE SEXUALIDADE, para relacionarmos as duas coisas. Num mês tivemos 71 pacientes novos com queixas sexuais. E fomos procurar nestas pessoas as dificuldades associadas a relacionamento interpessoal.

As queixas sexuais de mulheres em consultório continuam sendo:

- Anorgasmia - dificuldades ou incapacidades em obter orgasmos na relação coital - 82% e;
- Inibição do desejo sexual - ausência ou diminuição da motivação de fazer sexo, geralmente comparada ao parceiro - 36%.

As queixas masculinas continuam sendo:

- Disfunções eretiva - dificuldades de obter ou manter ereção penianas rígidas satisfatoriamente para o coito - 51% e a;
- Falta de controle voluntário da ejaculação - a chamada ejaculação precoce, o ejacular rápido, antes do orgasmo da mulher - 39%.

O que descobrimos foi o consenso entre os terapeutas de que:
* A falta assertividade (dificuldade em expressar limites) era o maior problema nas mulheres (91%),
* com mais dificuldade emocionais (a exemplo da ansiedade e dificuldade em controlá-la - 86%),
* dificuldades em expressar  sentimentos (73%)
* e dificuldades afetivas (a exemplo de não estabelecer vínculos afetivos de longo prazo - 59%).

Para os homens,
* a falta de assertividade foi o concomitante maior (84%),
* com dificuldades emocionais (82%),
* e a falta de fala dos sentimentos (55%).

Aparentemente os terapeutas envolvidos consideram que as mulheres com queixas sexuais apresentam mais intensas dificuldades de expressividade emocional e em maiores proporções. As questões de gênero devem ser consideradas nesta conclusão, posto que estas dificuldades estão sendo associadas ao desempenho sexual, uma exigência masculina. Mulheres que preocupam-se com necessidades mais masculinas e que tem mais dificuldades em cumpri-las.

A maioria das vezes para o tratamento de problemas sexuais o casal deveria estar se tratando. As dificuldades de expressão das emoções, de falar destas emoções, e em especial o reconhecer os próprios limites e colocá-los um para o outro são problemas muito maiores do que o problema sexual. Esta é a maior justificativa para que a terapia com o casal seja efetuada no tratamento de problemas sexuais.

Um exemplo é o casal que pretende superar a ejaculação precoce para que a mulher também possa desenvolver a capacidade em ter orgasmos. Quando não conseguem falar do que sentem, frustram-se com facilidade frente ao problema sexual, e a mesma dificuldade em expressar-se faz com que sintam mais e mais emoções negativas, raiva e angústia. Lidar com as ansiedades neste momento é necessário, pois a reconstrução do comportamento sexual exige do terapeuta e do cliente: tempo, paciência, atenção, concentração e continência para as questões de afeto e emoção. Caso contrário as dificuldades emocionais serão um grande empecilho, mesmo que o casal possa experienciar, já no começo da terapia, a certeza de que podem chegar aos objetivos. Ambos no casal precisam desenvolver esta atitude positiva e vencer as emoções negativas.

As dificuldade interpessoais e de expressividade emocional associam-se aos problemas sexuais e merecem atenção na solução destes problemas.


PARA QUEM SE INTERESSOU PELA LEITURA, E DESEJA SABER MAIS, PODE ENTRAR EM CONTATO COM INPASEX - INSTITUTO PAULISTA DE SEXUALIDADE NO SITE: http://www.inpasex.com.br/ PARA AQUISIÇÃO DESTE EXEMPLAR.

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